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GEISA Schmidt fixou residência no Condomínio Amigos do Rancho, o mais antigo do município, e lembra que a solidariedade é a principal característica dos moradores.
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A primeira coisa que fez eu me apaixonar por Rancho Queimado foi o pôr-do-sol. Minha intenção era fazer uma casa pequena, para passar o final de semana, mas acabei fazendo maior e morando aqui.
Enquanto construía a casa, minha filha que estava em Fortaleza teve um AVC. Acho que a cidade inteira me ligou e eu nem conhecia essas pessoas. Todos queriam me dar apoio. Rezavam por ela. Quando eu voltei, todos estavam do meu lado.
Para mim, o ponto principal de Rancho Queimado são as pessoas, o seu calor humano, a sua solidariedade. Depois vêm o clima, a tranquilidade, a lua enorme e as Cavalgadas da Lua Cheia. Está fora da cidade grande e ao mesmo tempo perto dela.
Hoje eu sou eleitora de Rancho Queimado. Transferi o meu título para cá e também estou passando as placas dos carros da família, para gerar maior captação de recursos no município.
Uma vez capotei meu carro e fiquei imobilizada por seis meses. Não tive nenhum parente do meu lado, mas tive a cidade inteira. Até hoje eu acordo de manhã e tem uma sacola na porta da cozinha, ou com aipim, ou com laranjas, milho verde. Sempre tem um presente. Outro dia tinha um CD com música campeira. Achava que isso não acontecia. Só em filmes. |